terça-feira, 24 de setembro de 2013

Síntese do fragmento do livro Salto Para o Futuro

Faculdade Estacio de Sá de Belo Horizonte
Curso de Pedagogia – 6º Período


Síntese do fragmento 1.5 do livro “Salto Para o Futuro”.
1.5- Prática e formação de Professores na integração de mídias. Prática Pedagógica e formação dos Professores com Projetos: Articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias.

O que vem a ser essa tal de tecnologia?
A preocupação atual com a invasão de privacidade provocada pela a convivência cotidiana com as tecnologias de informação e comunicação leva a interpretações equivocada sobre o conceito de tecnologia. O imaginário das pessoas cria situações em que artefatos tecnológicos adquirem vida própria com elevado nível de inteligência e se tornam salvadores do mundo ou ameaçam aniquilar toda espécie de vida.
Evidencia-se que tecnologia é um conceito com múltiplos significados que variam conforme o contexto ( Reis, 1995), podendo ser vista como: artefato, cultura, atividade com determinado objetivo, processo de criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos, etc. Em 1985, Kline ( aup Reis, 1995, p.48) propôs uma definição de tecnologia como o estudo do emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais, objetivando uma ação deliberada e análise de seus efeitos, envolvendo o uso de uma ou mais, estando,portanto, relacionada com o desenvolvimento da humanidade.

É possível integrar projetos e tecnologia?
A utilização de tecnologias na escola e na sala de aula impulsiona a abertura desses espaços ao mundo e ao contexto, permite articular a situação global e local, sem contudo abandonar o universo de conhecimentos acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade. Tecnologias e conhecimentos intregam-se para produzir novos conhecimentos que permitam compreender as problemáticas atuais e desenvolver projetos, em busca de alternativas para a transformação do cotidiano e a construção da cidadania.
Ao desenvolver projetos em sala de aula, é importante levantar problemáticas relacionadas com a realidade do aluno, cujas questões e temáticas em estudo partem do conhecimento que ele traz de seu contexto e buscam desenvolver investigações para construir um conhecimento científico que ajude este aluno a compreender o mundo e conviver criticamente na sociedade.
Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis na escola bem com criar dinâmicas que permitam estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias são desafios para a educação atual que requerem o desenvolvimento de programas de formação continuada de professores.

E como as tecnologias se integram à prática pedagógica?

Essa prática pedagógica é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, as tecnologias disponíveis, a escola e seu entorno e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem.  No entanto, caso o professor não conheça as características, as potencialidades e as limitações das tecnologias e mídias, ele poderá desperdiçar a oportunidade de favorecer um desenvolvimento mais poderoso do aluno. Isso porque para questionar o aluno, desafiá-lo e instigá-lo buscar construir e reconstruir conhecimento com o uso articulado de tecnologias, o professor precisa saber quais mídias são tratadas por essas tecnologias e o que elas oferecem em termos de suas principais ferramentas, funções e estruturas.
Que formação de professores é essa?
No processo de formação, o educador tem a oportunidade de vivenciar distintos papéis, como o de aprendiz, o de observador da atuação de outro educador, o papel de gestor de atividades desenvolvidas em grupo com seus colegas em formação e o papel mediador junto com outros aprendizes. A reflexão sobre essas vivências incita a compreensão sobre se papel no desenvolvimento de projetos que incorporam distintas tecnologias e mídias para a produção de conhecimentos.
A concepção dessa formação é a de continuidade e serviço, de processo, não buscando um produto pronto, mas sim a criação de um movimento cuja dinâmica se estabelece na reflexão na ação e na reflexão sobre a ação (Shõn,1992), ação esta experienciada  durante a formação, recontextualizada na prática do formando e refletida pelo o grupo em formação, realimentando a formação, a prática de formandos e formadores e as teorias que a fundamentam.  


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