Faculdade
Estacio de Sá de Belo Horizonte
Curso
de Pedagogia – 6º Período
Síntese do fragmento 1.5 do
livro “Salto Para o Futuro”.
1.5- Prática e formação de
Professores na integração de mídias. Prática Pedagógica e formação dos
Professores com Projetos: Articulação entre conhecimentos, tecnologias e
mídias.
O
que vem a ser essa tal de tecnologia?
A preocupação atual com a invasão de privacidade
provocada pela a convivência cotidiana com as tecnologias de informação e
comunicação leva a interpretações equivocada sobre o conceito de tecnologia. O imaginário
das pessoas cria situações em que artefatos tecnológicos adquirem vida própria com
elevado nível de inteligência e se tornam salvadores do mundo ou ameaçam
aniquilar toda espécie de vida.
Evidencia-se que tecnologia é um conceito com múltiplos
significados que variam conforme o contexto ( Reis, 1995), podendo ser vista
como: artefato, cultura, atividade com determinado objetivo, processo de
criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos, etc. Em
1985, Kline ( aup Reis, 1995, p.48) propôs uma definição de tecnologia como o estudo
do emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais, objetivando
uma ação deliberada e análise de seus efeitos, envolvendo o uso de uma ou mais,
estando,portanto, relacionada com o desenvolvimento da humanidade.
É possível
integrar projetos e tecnologia?
A utilização de tecnologias na escola e na sala de aula
impulsiona a abertura desses espaços ao mundo e ao contexto, permite articular
a situação global e local, sem contudo abandonar o universo de conhecimentos
acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade. Tecnologias e
conhecimentos intregam-se para produzir novos conhecimentos que permitam
compreender as problemáticas atuais e desenvolver projetos, em busca de alternativas
para a transformação do cotidiano e a construção da cidadania.
Ao
desenvolver projetos em sala de aula, é importante levantar problemáticas relacionadas
com a realidade do aluno, cujas questões e temáticas em estudo partem do
conhecimento que ele traz de seu contexto e buscam desenvolver investigações
para construir um conhecimento científico que ajude este aluno a compreender o
mundo e conviver criticamente na sociedade.
Compreender
as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas
tecnologias disponíveis na escola bem com criar dinâmicas que permitam
estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias são desafios para
a educação atual que requerem o desenvolvimento de programas de formação
continuada de professores.
E como as tecnologias se integram à
prática pedagógica?
Essa
prática pedagógica é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o
professor, as tecnologias disponíveis, a escola e seu entorno e todas as
interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem. No entanto, caso o professor não conheça as características,
as potencialidades e as limitações das tecnologias e mídias, ele poderá desperdiçar
a oportunidade de favorecer um desenvolvimento mais poderoso do aluno. Isso
porque para questionar o aluno, desafiá-lo e instigá-lo buscar construir e
reconstruir conhecimento com o uso articulado de tecnologias, o professor
precisa saber quais mídias são tratadas por essas tecnologias e o que elas
oferecem em termos de suas principais ferramentas, funções e estruturas.
Que formação de professores é essa?
No
processo de formação, o educador tem a oportunidade de vivenciar distintos
papéis, como o de aprendiz, o de observador da atuação de outro educador, o
papel de gestor de atividades desenvolvidas em grupo com seus colegas em
formação e o papel mediador junto com outros aprendizes. A reflexão sobre essas
vivências incita a compreensão sobre se papel no desenvolvimento de projetos
que incorporam distintas tecnologias e mídias para a produção de conhecimentos.
A
concepção dessa formação é a de continuidade e serviço, de processo, não buscando
um produto pronto, mas sim a criação de um movimento cuja dinâmica se
estabelece na reflexão na ação e na reflexão sobre a ação (Shõn,1992), ação
esta experienciada durante a formação,
recontextualizada na prática do formando e refletida pelo o grupo em formação,
realimentando a formação, a prática de formandos e formadores e as teorias que
a fundamentam.
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