Penso que numa perspectiva de pedagogia
de projetos uma delas deveria ser justamente esta: a de integrar todas as
linguagens que as diferentes mídias permitem e realizar uma grande conversa
entre elas. Uma conversa que ao acontecer dentro das escolas, permitisse o
acesso não apenas ás maquinas – em torno das quais, muitas vezes, ficam
reduzidas as discussões sobre a tecnologia – mas, sobretudo, ás diversas formas
de expressão que cada uma delas possa despertar em professores e alunos.
As escolas podem ser as oficinas que
engendram a nova cultura se professores e alunos aprenderem a superar as
intransigências e compreenderem que:
“a intransigência em relação a tudo quanto
é novo é um dos piores defeitos do homem. E inversamente, perceber a realidade
pelos os meios não convencionais é o que mais intensamente deveria ser buscado
nas universidades [e nas escolas]. Porque isso é a capacidade de invenção em
estado puro: cultivar o devaneio, anotar seus sonhos, escrever poesias, criar
imageticamente o roteiro de um filme que ainda vai ser filmado (...).Inventividade
e tradição mantêm entre si uma relação muito complexa, que nunca foi constante
ao longo do tempo: às vezes foi de oposição e exclusão, outras vezes foi
complementar e estimulante.”
( Leonardi, p.57-58)
Essa nova cultura telemidiática,ou seja,
essa nova forma de estar no mundo, está a desafiar professores, alunos, sistema
de ensino. Todos podem aprender com a televisão, que aliada a outras técnicas,
está ai exigindo uma nova postura educacional da sociedade. Sobre televisão, a
literatura disponível parece enfatizar a divisão entre educar para educar com a
mídia.
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